Visão de repórter: Classificação não apaga atuação covarde do Corinthians; Santos amassou o rival

Há muito tempo não se via em um clássico paulista uma superioridade tão grande de uma equipe para outra. Foi assim na noite da última segunda-feira, no Pacaembu. Em desvantagem para o jogo decisivo da semifinal do Paulistão, o Santos precisava vencer de qualquer jeito. A equipe praiana dominou completamente o covarde Corinthians nos 90 minutos, venceu apenas por 1 a 0 e na disputa por pênaltis viu o rival ser mais eficiente e conseguir a não merecida classificação à final para encarar o São Paulo.

Rafael Alaby Martins Ferreira
Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)

Crédito: Foto: Rafael Alaby/Torcedores.com

Você conhece o canal do Torcedores no Youtube? Clique e se inscreva!

Surpresa na escalação santista

Em relação ao jogo de ida, disputado em Itaquera, o técnico Jorge Sampaoli escalou o atacante Soteldo na vaga do lateral-esquerdo Felipe Jonathan. Desta forma, Diego Pituca foi deslocado do meio para a lateral esquerda, assim aumentando a ofensividade alvinegra.

Pituca e Soteldo se entenderam muito bem pela faixa esquerda e o Peixe conseguiu abafar o rival desde os primeiros minutos de bola rolando. A primeira chance clara veio com Jean Mota que finalizou para grande defesa de Cássio. Cinco minutos depois, o goleiro voltou a trabalhar com defesaça em chute cruzado de Sanchez e aos 41 evitou gol de Derlis Gonzalez.

O Corinthians foi para o intervalo sem sequer ter criado uma chance de perigo. A equipe abdicou da posse de bola e nem mesmo com Pedrinho conseguiu ameaçar em contragolpes. Sem confiança, o jovem perdeu quase todas as disputas com Pituca e foi sacado por Carille na volta do intervalo.

Segundo tempo todo santista

Carille trocou Pedrinho por Love. Em alguns momentos, o Timão conseguiu ficar mais com a bola e ter sequência em trocas de passe no ataque, mas seguiu sem criatividade. Por outro lado, o Santos manteve o ímpeto ofensivo, que ficou ainda mais claro com a entrada de Rodrygo na vaga de Cueva na volta do intervalo.

Com apenas dois minutos, Cássio, o maior responsável pela classificação corintiana, fez duas importantes defesas em batidas de Jean Mota e Rodrygo. A única chance de perigo dos visitantes foi um chute de Gustagol, aos 20 minutos. A bola passou perto da trave de Vanderlei.

A ausência de um “9” santista

Ficou clara durante o duelo a falta que um “9” faz ao Santos. Em muitos momentos, o Peixe cruzou na área e a bola não encontrou ninguém dentro da área. Gabigol, hoje no Flamengo, deixou muitas saudades na Vila Belmiro.

Mais um milagre de Cássio – agora com o pé

Aos 25, Rodrygo pegou sobra dentro da área e finalizou à queima roupa para a defesa mais espetacular do arqueiro corintiano. O camisa 12 defendeu com o pé direito.

Gustavo Henrique, como um típico centroavante, incendeia o Pacaembu

Estava muito complicado. A torcida santista já estava prestes a entrar em desespero, quando aos 40, o zagueiro Gustavo Henrique, como um camisa 9, recebeu cruzamento de Victor Ferraz e testou para o gol, abrindo o placar para o Peixe, levando ao delírio os mais de 38 mil presentes no Paulo Machado de Carvalho.

Após o gol, o Santos manteve o maior volume ofensivo, mas não teve chances para fazer 2 a 0 e conseguir a classificação ainda no tempo normal.

Estatísticas provam o massacre santista

De acordo com o Footstats, o Santos teve 68% da posse de bola, contra 32% do rival, 11 finalizações certas contra apenas uma, 12 finalizações erradas, contra duas, 473 passes certos contra 126 do oponente e 50 passes errados contra 40. Foi um pecado o Peixe não ter conseguido fazer mais de um gol, tamanha a superioridade contra o gigante rival, que na noite de segunda-feira parecia um anão. O futebol covarde de Carille merecia ter sido castigado.

Batalha dos pênaltis

A disputa por pênaltis acabou sendo inevitável. Boselli abriu a série batendo para defesa de Vanderlei. No entanto, o jovem Kaio Jorge chutou no travessão na segunda batida santista. Na última penalidade, Victor Ferraz, um dos melhores em campo no tempo normal, chutou na trave, assim decretando a classificação corintiana, que teve gols de Love, Ramiro, Júnior Urso, Fagner, Sornoza, Danilo Avelar e Henrique.

Torcida santista reconhece o esforço e aplaude os jogadores

Após alguns segundos calada com a eliminação, a torcida santista aplaudiu o empenho dos jogadores (confira o vídeo abaixo). O grupo todo está de parabéns.

Timão tem a obrigação de jogar melhor nas finais

O Corinthians, em hipótese nenhuma, poderá repetir o pobre futebol apresentado contra o Santos (no Pacaembu) nas finais contra o São Paulo. A equipe tem jogadores qualificados suficientes para render melhor e não se limitar a ficar retrancada e tomar pressão adversária durante todo o jogo.

Confira abaixo as entrevistas dos jogadores corintianos na zona mista do Pacaembu

VEJA TAMBÉM:

Assista aos melhores momentos do clássico