Diretor do Vasco se posiciona em relação a salários atrasados: ‘Vamos resolver em breve’

Não é segredo que o Vasco sofre com problemas de salários atrasados, tanto que tem havido constantes reuniões entre jogadores e diretoria. O diretor executivo do Vasco, Alexandre Faria, colocou o posicionamento do clube a respeito dos débitos com seus funcionários.

Roberto Junior
Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.

Crédito: Rafael Ribeiro/Vasco .com.br

O dirigente afirmou que o Vasco está trabalhando para pagar o mais rápido possível os salários dos atletas.

“A diretoria vai administrar trabalhando cada vez mais para conseguir recurso para pagar. São questões internas, quando são feito os pagamentos também não falamos. Isso é um assunto que é tratado entre a diretoria e os funcionários. Sexta e sábado ocorreram essas reuniões, mas é uma coisa que temos feito com frequência e estamos trabalhando juntos para isso. Vamos sanar em breve essa situação com os jogadores”, disse Faria, que negou problemas internos no Vasco.

“Está pacificado. Tanto que eles foram para a concentração normalmente, jogaram bem, se empenharam e ganharam o jogo. Todo mundo fala ‘É obrigação ganhar do Bangu’. Claro que é, o Vasco é o Vasco. Mas era um time bom que estava bem armado e que criou dificuldades. Os jogadores do Vasco se empenharam, lutaram e colocaram o time na final”, acrescentou.

Diferentemente dos rivais Botafogo e Fluminense, no Vasco os jogadores não ficaram sem concentração mesmo com os salários atrasados. Alexandre Faria negou que o Cruz-Maltino barre manifestações, porém admitiu que tudo está sendo resolvido com reuniões.

“Não tem nada de que protesto não será aceito. O que houve foi uma conversa onde foi explicado para os atletas tudo o que está sendo feito de esforço para que sejam levantado recursos para a quitação dos salários atrasados. Foi demonstrado aos atletas que ninguém está aqui parado e não fazendo nada. Ou seja, protesto ou pressão não ia e nem vai acelerar nada. Ninguém tem como trabalhar mais do que já estamos”, garantiu.

Outro ponto destacado pelo dirigente do Vasco é que nestas reuniões estão sendo levadas projetos para o máximo de transparência possível com os jogadores.

“O Vasco é um clube de 120 anos que tem problemas antigos que acarretam. Isso não deveria ser, mas infelizmente é normal no futebol brasileiro. Protesto e reivindicação todos têm direito de fazer, a conversa com os jogadores foi em alto nível. Eles se posicionaram, conversaram, explicaram os problemas e nós entendemos. Explicamos o que está sendo feito e quais são as perspectivas, onde o presidente apresentou o plano financeiro que está sendo desenvolvido. Explicamos com detalhes. Sempre que um funcionário tem problemas, chega na gente e conversa. Aqui não tem ditadura, aqui tem comando”, afirmou.

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