Jovens adotam avós na Espanha para combater a solidão

Crédito: Reprodução/Youtube

A solidão é um mal em qualquer faixa etária, podendo ser sintoma ou motivo de uma depressão. Imaginemos então para os idosos como deve ser, não é? Há quatro anos, porém, a jovens adotam avós na Espanha, combatendo o abandono da terceira idade de uma maneira incrivelmente humana. esse serviço aproxima quem tem muito amor no coração para se cuidar de quem vive já acaba tendo apenas a solidão como opção, principalmente em asilos.

Em 2013 o país europeu deu partida na iniciativa #Adoteunaabuela. Tudo começou quando Alberto Cabanes foi visitar o avô em um lar de idosos e conheceu outros residentes em Madri. Então, ele decidiu estimular outros jovens a serem os netos que aqueles idosos não possuíam.

Parecia uma ideia muito utópica e que não iria sair de uma paixão de juventude, mas nestes quatros anos os números de participantes e adeptos da iniciativa vem aumentando gradualmente.

Mais de 200 jovens adotam cerca de 105 idosos, e desde o início do projeto, já passaram quase 2000 horas na companhia dos “avós, em cinco cidades diferentes. A Adoteunaabuela se transformou numa organização sem fins lucrativos, que tem como o lucro, na verdade, a garantia da troca de afeto entre os jovens e idosos. Quanto mais atenção, troca de experiência e carinho, melhor para ambas as gerações.

Inocêncio, um dos avôs adotados, conta emocionado: “Me sinto muito contente porque, nunca, nunca se sabe o que Deus tem destinado e guarda pra você. Porque isso é muito grande, de verdade!”, afirma.
Jaime é um jovem voluntário e explica que não se trata apenas de uma obrigação. É um prazer participar
da iniciativa.

“É um intercâmbio de emoções, de aprendizagem… É uma aprendizagem mútua”, conta.
Também uma vovó que ganhou netos por conta do projeto, Trindade disse que aprendeu com eles a estar mais alegre.

“[Aprendi] a sorrir e a rir mais!”, revela. Ela ainda reflete que agora tem uma percepção mais prazerosa da vida. “Me vejo com outra satisfação e outra alegria de viver e, não sei… Eu me sinto mais viva!”, diz.

Confira abaixo o vídeo da iniciativa: