Sororidade na palma da mão: mulheres criam aplicativo para ajudar vítimas de violência doméstica

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Segundo o estudo Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres, o Brasil é atualmente o 5° país onde mais se matam mulheres do mundo. De acordo com a pesquisa 13 mulheres são assassinadas diariamente no país a cada uma hora e meia. Diante desse quadro alarmante a pernambucana Emily Blyza criou com mais cinco amigas uma rede de apoio entre mulheres: a Mete a Colher.

A ideia surgiu na Startup Weekend Women, em Recife. Uma das propostas do evento era criar um serviço inovador que ajudassem muitas pessoas. Emily, que trabalha com mídias digitais, não pensou duas vezes e propôs a ideia de uma plataforma que ajudasse mulheres que estão em relacionamentos abusivos. Durante o evento as idealizadoras fizeram pesquisas e conversaram com pessoas da área e chegaram a conclusão que o ideal seria uma rede que conectasse mulheres que estão precisando de ajuda a mulheres que poderiam ajudar.

Por meio do financiamento coletivo que durou 45 dias e teve encerramento esta semana, um aplicativo para celular será desenvolvido para potencializar o alcance do projeto e ampliar o número de pessoas ajudadas. O cadastro na rede é limitado apenas à participação de mulheres, o login deve ser feito com os dados do Facebook para validação do perfil da pessoa e o objetivo é criar uma rede de ajuda mútua entre as mulheres de todo o Brasil. A ajuda oferecida pela rede vai desde uma conversa de apoio e orientação até assistência jurídica para as mulheres vitimizadas.

A rede Mete a Colher é formada pelas designers Carol Cani e Aline Silveira, pela jornalista Renata Albertim, a publicitária Thaísa Queiroz e a desenvolvedora Lhaís Rodrigues. O projeto conta com uma página no Facebook com mais de 30 mil seguidores, com o site e com um canal no Youtube onde são explicados mais detalhes sobre a rede e o aplicativo que está em fase de desenvolvimento.